Ana estava observando Yuri, e admirando a forma que ele olhava os quadros, ele nem parecia ser aquele garoto implicante que ela conhece, ela senta no sofá e fica em silêncio, ainda admirando ele ali parado olhando para o quadro e pensando que um dia podem ser os quadros dos seus filhos, a casa dos dois, mas logo Ana para de pensar nisso e seus pensamentos dizem baixinho “para de imaginar o futuro, você vive o presente e deixa que a vida aconteça como deve acontecer”, ela pensa em chamar Yuri, mas continua em silêncio.
Alguns minutos de se passam e Yuri ainda estava observando a mesma foto de Ana, ele sorri então volta a si. Meio que perdido e se toca que havia esquecido que Ana estava ali, na verdade Yuri havia perdido a noção de todo o tempo. Ele respira, retira sua mão do rosto de Ana e fica sério, pensando com que cara olharia para ela, ele diz.
— É, acho que fiquei um tempo desligado. Não é? — Ele dá um sorriso, e procura um lugar para enfiar a cara.
Ana olha para ele, sorri e diz.
— Um pouco, não sabia desse teu lado. — Ela dá uma risada baixa com um brilho nos olhos.
Ela gostava da presença dele mesmo negando isso para si mesma, ele ainda fazia com que ela ficasse perdida entre aqueles olhos, aquele sorriso, aquele jeito.
Ele sorri, envergonhado. Yuri estava literalmente vermelho, de tanta vergonha. Então toda a coragem que ele estava havia sumido, então ele procura uma forma de sair o mais rápido dali. Ele estava começando a suar frio, e gaguejar então ele diz.
— Bo.. ah, merda! Bom. Desculpa, pe-pe-pelo beijo. — Ele diz baixinho “merda, gaguejar agora não”. Respira fundo olhando para o chão, e diz.
— Desculpa pelo beijo Ana, eu não sei onde estava com a cabeça. Eu realmente peço para que me desculpe.
Ela percebe o quanto ele estava nervoso, então se levanta e vai até ele, para em sua frente, pega as mãos dele e as segura, olhando em seus olhos, ela diz.
— Não tem porque e nem pra que esses pedidos de desculpas, porque você não me diz o que está acontecendo, você veio até aqui pra conversar, não foi? Então vamos resolver isso de uma vez. Por favor. — Ela em meio a sussurros continua dizendo. — Eu não quero mais que você me machuque assim Yuri, dói tanto em mim.
Yuri escuta os sussurros de Ana, ergue sua cabeça olhando em seus olhos. Ele estava tremendo dos pés a cabeça, e nervoso ele gaguejava. Então ele respirava rápido, estava ofegante. E diz.
— Te ma-ma-ma.. Merda!— Ele volta a respirar bem fundo, e diz. —Machucar? O que eu fiz? Por favor, me diga.
Ela estava pensando em contar o que realmente a fez esconder que Yuri seria pai do Gui, então olhando em teus olhos sem hesitar ela diz.
— Você me trocou. Foi isso que você fez. Como você teve a capacidade de fazer isso comigo Yuri? E porque você fez isso? —Ela estava com a voz pesada, ela estava querendo chorar, gritar, socar tanto a cara de Yuri, mas apenas soltou as mãos dele e disse.
— Depois de tudo que passamos você não teve a capacidade de me dizer que nada, você não me disse que tinha uma namorada, tem, sei lá. Que é muito linda por sinal, ela é bem mais bonita que eu. Ela deve te satisfazer de todas as formas, mas sabe de uma coisa Yuri? Ela NUNCA, NUNCA VAI TE AMAR COMO EU.
Ana deixa as lágrimas caírem de seus olhos, ela não estava aguentando mais segurar tudo isso, ela apenas chora feito uma criança, com as mãos limpando as lágrimas ela continua.
— Eu não queria que você tivesse voltado, em nenhum momento eu quis, queria que você ficasse por lá e continuasse a sua vida e me deixasse aqui. Como sempre fiquei. Eu não preciso de alguém que não precise de mim, de alguém que mente para mim.
Yuri estava tentando raciocinar todas essas novas informações. Ele começa a andar em círculos, pega as mãos de Ana e a leva até o sofá e senta-se ao seu lado. Ele segura em suas mãos fazendo carinho, e diz.
— Mas, Ana. Eu não tinha namorada, eu estava solteiro. E de onde você tirou que eu tinha alguém? E que ela “é” mais bonita que você? Como alguém que não existe pode ser denominada “bonita?”. De quem você está falando?
Ana olha para Yuri e a raiva dela aumentou naquele momento, ela diz.
— Não é possível que você não se lembra? Ah, é claro que você não se lembra, estava deitado na cama só de cueca enquanto a sua namorada estava no seu facebook, sentada na sua cama, enfim. Não quero me lembrar disso. Se for isso que você queria saber, o motivo da minha “mentira” sobre você não ser o pai, está ai. Agora estamos conversados, né? Você não precisa de nada mais.
Yuri começa a tentar lembra-se de todas as vezes que houve conversa com Ana, mas infelizmente ele não se lembrava de nenhuma garota. Ele fica um bom tempo em silencio e até que Nath vem em sua mente, e ele fica pensativo. Então ele diz.
—Ana, a única garota que entrou no meu quarto. Foi a nath, ela é minha melhor amiga. Nunca havia tido nada com ela, assim que cheguei. Ela tentou ficar comigo, mas não rolou nada. Depois aconteceu que estávamos brigados, pra variar. Tinha visto uma foto sua com um cara no seu facebook, e acabei transando com ela. Foi somente isso, sexo sem compromisso algum. — Ele segura no queixo de Ana, erguendo seu rosto e limpando suas lagrimas e continua. —Esse tempo todo tem sido você. Na minha cabeça, nos meus pensamentos, no meu coração. Foi só você, esse tempo inteirinho. Eu, ah. Eu amo você, Ana. Eu amo o filho que você me deu, ele é lindo, igual a você. —Yuri acaricia o rosto de Ana, e dá um beijo em sua testa.
Ela escuta tudo e fica em silêncio, não sabia se ficava com raiva ou se ficava feliz por saber que ele a amava. Ela diz.
— Poderia ser pior né, mas não sei se vou me conformar por você ter feito sexo com a tua melhor amiga e ficar por isso mesmo. Ela vai ter todas as liberdades do mundo contigo, ela deve sentir algo por você, e não sei suportar isso. Não consigo, me desculpa, mas eu não consigo. Eu te amo Yuri, amo tudo em você, amo o nosso filho, amo a tua presença, mas sabemos que não vai passar disso. Que você tem a sua vida lá, e eu tenho a minha aqui só que agora uma parte sua está aqui comigo, não vou me importar quando o Gui estiver maior e você levá-lo para passar um tempo com você e com a tua mãe. Afinal ela precisa conhecer ele, e quero que o teu pai também o conheça, aposto que ele vai ficar feliz. Eu apenas te peço desculpas.
Yuri fica em pé, retira sua camiseta e volta a sentar. Pega no rosto de Ana, e olhando em seus olhos ele diz.
— Estou com saudades do seu corpo, da sua boca. De você, sendo minha. Ah, Ana.— Ele a beija.
Ela retribui o beijo, mas para e diz.
— Eu também estou, mas isso não é certo Yuri, não podemos nos ver, nos pegar e ficar por isso, mas que porra garoto. — Ela o empurra
Os pensamentos dela eram os mesmos pensamentos dele, dava para perceber em como Ana se sentia com a presença dele.
Yuri fica confuso com as palavras de Ana, então ele pega fica em pé abre o ziper de sua calça e sua cueca começa a aparecer. Ele estava realmente excitado, e fazia um volume em sua cueca visível. Ele olha para seu membro, abaixa um pouco sua calça, olha pra Ana mordendo os lábios, e diz.
— Ele, e eu estamos morrendo de saudades de ti. Não faz isso, eu te quero tanto.
Ela olha e inevitavelmente morde o lábio, ela sabia que não era certo, mas era difícil resistir ao homem que ela amava. Então diz.
— Você me quer até quando? —Ela se aproxima dele, o puxa contra seu corpo e passa a língua em teus lábios e morde devagar e solta. —Me diz, até quando?
Yuri deixa sua calça cair, ficando somente de cueca. Seu membro estava muito excitado, então ele pega a cabecinha e coloca pra fora, olha pra baixo e deixa cair um pouco de saliva em cima de seu membro. Cai bem no centro da cabeça de seu membro, ele coloca a mão e começa a masturbar somente a cabeça. Com a voz ofegante ele começa a olhar pra Ana e masturbava-se cada vez mais rápido, e diz.
— Ah, Ana. Eu te quero pra vida toda. Quero você e meu filho pra sempre, sra marrenta.
— Eu espero mesmo que queira, se não te mato, sr. idiota.
Ana ao ver Yuri se masturbar em sua frente, ela tira a roupa imediatamente e o empurra no sofá, retirando sua cueca, ela estava totalmente fora de si. Então ela sobe em cima dele e vai sentando lentamente em seu membro. Ela começa a gemer de tesão, enquanto Yuri segura em sua cintura ajudando ela a deslizar-se contra seu corpo, ele começa a gemer de tesão e chamar ela de gostosa. Então ela começa a rebolar devagar olhando para Yuri com uma cara de safada.
Yuri olhando para a cara de Ana, estava realmente completo. Seu corpo estava novamente interligado com de Ana, e isso era tudo o que ele queria. Ele começa a bater em sua bunda, e a chupar seus seios. Yuri tira Ana de cima dele, e coloca-a deitada no sofá. Abre suas pernas e se encaixa no meio de Ana, olhando para sua cara ele sorri. Pega em seu membro rígido e coloca em Ana. Ela geme alto, falando coisas que ele não entendia muito bem. Ele começa a penetrar em Ana, muito rápido. Então ele começa a beijar lá e diz.
— Caralho Ana. Ah, como você é gostosa. Olha esse corpo, essa boca. Eu sou louco por você, sua puta. — Ele sorri maliciosamente, e morde os lábios de Ana.
Ana sentia a falta daquele corpo, daquele gosto, ela estava feliz e amava os momentos que tinha com ele. Então ela escuta e diz.
— Eu sou a melhor em tudo pra você, cachorro, para de falar e mete vai filho da puta, me arromba. — Ela arranhando as costas dele, gemia alto em seu ouvido só para deixá-lo mais louco de tesão.
A porta da casa se abre, e Eduarda entra com Guilherme no colo e se depara com aquela cena no sofá. Ela entra em choque, fica sem reação. Yuri e Ana estava aos beijos, e fazendo movimentos rápidos. Ela então resolve fazer algo para que eles percebam sua presença e de seu filho. Ela diz.
— Existe quarto, motel. Mas na sala? Olha, o filho de vocês viram. — Diz ela tampando seus olhos e escondendo o rosto de Guilherme em seu ombro.
Ana não sabia o que fazer e começa a rir descontroladamente, e diz.
— A senhora deixou a gente aqui e não disse quando voltava, poderia ter tocado a campainha sabe, mãe?
Yuri sai de cima de Ana correndo, pega suas roupas do chão e coloca sua cueca, com a sua calça ele senta-se no sofá e coloca tampando sua cintura. Ele não sabia onde por a cara, ele realmente se sentiu encrencado e com vergonha. Ele então começou a respirar muito rápido, e a tremer. Ele então diz.
— Ana, cala a boca. Isso não tem graça, que droga. Bom, desculpa senhora Hoffmann, foi. É, foi sem querer. Ah, perdão de verdade, desculpa. Isso não era pra acontecer, não mesmo.— Ele pega as roupas de Ana do chão e joga em cima dela.
Ana não parava de rir e Eduarda diz.
— Eu vou colocar Guilherme lá no teu quarto e você vai amamentá-lo porque ele tá com fome, e irei pro meu quarto e vocês continuem onde pararam.
— Tudo bem mãezinha.
Eduarda e vai para o quarto e coloca Guilherme em cima da cama em meio a muitos travesseiros. Ela vai para o quarto dela e rindo da situação que presenciou, ela estava feliz ao saber que eles tinham se acertado.
Ana olha para Yuri e ainda continua rindo, ela se levanta e dá uns tapas nele, pega a mão dele e o leva até o quarto. Chegando lá ela vai direto ao banheiro, Guilherme estava quietinho na cama. Ana fica em baixo do chuveiro, liga e sente aquela água caindo em seu corpo. Toma um banho rápido porque precisava amamentar o Gui, ela sai do banheiro com a toalha, coloca uma calcinha e um shortinho e olha para Yuri e diz.
— Vai ficar ai ou vai tomar banho?
Ela deita na cama ao lado de Guilherme e o coloca em seu peito e ele estava realmente faminto.
Olha pra ela com uma cara de perdido, e diz.
— Incrível, que depois o “infantil” sou eu. Olha o que acabou de acontecer, Ana sua mãe viu a gente transando e você está achando graça? Bom, irei tomar banho, mas antes irei morder esse meu filho gostoso.
Yuri pega os pesinhos de Guilherme e começa a morder fraquinho, com carinho. Aperta a barriga dele e vai direto ao banheiro. Lá ele começa a pensar nas coisas que tinham acabado de acontecer. E por mais que estava no susto, ele estava feliz. Como nunca tinha ficado antes. Ele termina o banho coloca sua cueca, e sua calça. E vai direto pra cama e deita do lado de Ana, beijando as costas de Guilherme enquanto ele mamava. Ele começa a morder, e seus cabelos estavam todo molhado. Ele balança a cabeça e joga água em Ana. E diz.
— Meu Deus filho, você é um saco sem fundo. Como come. — Ele começa a rir.
Yuri faz cara feia, e biquinho. Guilherme para de mamar e olha o bico de Yuri, coloca a mãozinha em cima e sorri. Yuri fica todo bobo com a mão de Guilherme em sua boca, e morde as mãozinhas de Gui. Ele estava cansado, não havia dormido nada, então ele ajeita Guilherme para voltar a mamar, vira pro lado e adormece.
Ana olhando os dois começa fazer carinho em seu filho. Guilherme estava deitado entre ela e Yuri, ele estava viradinho olhando para seu pai. Ana levanta para vestir a blusa, olha para a cama não acreditando que os dois homens de sua vida estavam ali, na sua frente. Ela volta a deitar na cama, abraça Guilherme e também acaba adormecendo.

Capítulo LIII.
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