Yuri acorda e percebe que Ana não está na cama consigo, ele olha para o relógio e percebe que estava atrasado, então ele se levanta e vai direto ao banheiro. Fecha a porta e liga o chuveiro, assim que começa a se ensaboar ele percebe que Ana estava ali. Caminhando até a porta do banheiro ele coloca somente a cabeça pra fora, e a vê com Guilherme no colo dando de mamar. Ana percebe que Yuri estava a olhando, e nota que ele estava molhando o banheiro inteiro parado na porta, então ela diz.
— YURI VOCÊ ESTA MOLHANDO O BANHEIRO INTEIRO, VOLTA PRO BOX LOGO.
— Ana, calma. Por que está gritando? To indo já, mulher chata.
Ele volta para o banho e começa a conversar com Ana do Box mesmo.
—Preciso de você, hoje. Poderia me levar no aeroporto?
—Yuri, não quero te ver indo embora.
—Mas, eu preciso ir. Você sabe, eu faria qualquer coisa para ficar.. só que eu realmente tenho que ir embora.
—Ai, que saco. Mas, você está de carro, por que não vai?
—O carro é do meu pai, meu amor. Eu tenho que devolver a ele, é rápido.. E eu quero que você vá, por favor.
Ana fica pensativa, e começa a chorar baixinho. Seria impossível Yuri ouvir do banheiro com o chuveiro ligado, ela chorava e abraçava Guilherme. Dessa vez era diferente, ela sabia o quanto a ausência do Yuri iria pesar, mas ela sabia. Que nenhuma pessoa faria mais falta do que ele em sua vida. Então Ana coloca Guilherme em cima da cama, coloca uma roupinha nele e passa perfume, enquanto isso ela escolhe uma roupa e vai até a cozinha deixando Guilherme no berço. Chegando lá ela encontra Pedro, e ele percebe que Ana estava mal, e diz.
—Ei, pequena. O que foi?
—Não é nada Pê.
— Ana, eu te conheço. Você estava chorando? O Yuri fez algo? — Pedro estava com tom de voz preocupado.
— Não, Pê. Ele não fez nada, está tudo bem entre a gente. — Ela força um sorriso.
A campainha do apartamento toca, e Pedro vai atender.. era Eduarda, e assim que ela entra na cozinha percebe que sua filha não estava bem e pergunta.
—Filha, que foi?
—Nada mãe.
—Fala pra mim, cadê o Yuri? Ele está aqui?
—Sim, ele está. E bom está tomando banho.
— Ah, sim. O que vão fazer hoje? Além de curtir um ao outro?
—Ele vai embora.
—Embora? Por que?Você mandou ele embora? —Eduarda diz assustada.
—Não. Ele tem que voltar pra Londres. A mãe dele está doente, você sabe. E ele precisa cuidar dela, e tem a faculdade de medicina dele também e a vida dele está lá. É pra lá que ele tem que ficar. — Ana abaixa a cabeça e uma lágrima escorre.
Sua mãe vendo o estado de sua filha, corre e abraça ela. Então Ana a abraça e diz.
—Eu o amo mãe, amo muito o Yuri. Temos um filho juntos, nunca tínhamos ficado juntos, noites dormindo. Tinha me acostumado com ele aqui, dormindo em casa… Comigo. Precisa ver como ele fica lindo dormindo na cama com o Guilherme. A mãe, eu estou perdendo ele.
—Não Ana, você não está. Ele pode estar indo pra Londres, mas vocês se amam.
— Mãe, eu preciso ir. Tenho que tomar banho e me trocar, irei levar ele ao aeroporto.
— Tudo bem, quer que eu vá?
—Não, irá ser necessário. Creio eu que será rápido.
— E você vai aguentar ver ele indo embora?
— Preciso aguentar. — Ana da um beijo na testa de sua mãe, voltando ao seu quarto.
Assim que chega Yuri está de calça, tênis e sem camiseta. Está com o peito molhado e está brincando com Guilherme em cima da cama, Ana fica observando cada detalhe de Yuri e percebe o quanto Guilherme reconhece seu pai. Guilherme sorri e fica quietinho com os mimos de Yuri, então ele coloca Guilherme em cima de seu peito e começa a fazer carinho em suas costas, em alguns segundos Guilherme adormece como um anjo. Ana entra e pergunta.
—Como você fez isso?
— Isso o que? — Yuri diz assustado.
— Fazer ele dormir, tão rápido.
— Ah, não sei. Eu dormia assim, quando era menor com meu pai.
— Ele dormiu e parece estar tendo sonho bom, como nosso filho é lindo. — Ana chega perto de Yuri e o beija com vontade.
Yuri retribui o beijo e diz.
— Vai tomar banho, temos que passar em casa ainda.
— Tudo bem, chato. Estou indo.
Ana entra no banho e ali ela chora novamente, a falta de Yuri iria trazer grande caos em sua vida, ela lava bem o rosto e sai. Seus olhos estavam vermelhos, ela se troca dentro do banheiro mesmo e olha pra Yuri e diz.
— Vamos?
—Espera, você estava chorando? Ana o que foi?
— Nada.
— Fala pra mim, eu fiz algo de errado?
— Não, Yuri. Você não fez nada, é só sabão.
— Tem certeza?
— Sim, vamos logo. Pega a cadeirinha do Guilherme. — Ana pega Guilherme que estava dormindo no peito de Yuri e vai direto ao corredor.
Yuri pega a cadeira e sua camiseta e vai em direção a saída do apartamento, ele percebe que Pedro está sentado no sofá, Yuri estava ainda sem camiseta e Pedro o olha, cada parte de seu corpo e Yuri percebe. Então ele fechando a porta olha pra Pedro e diz.
— Falo, Pedro.
— Tchau. Pedro diz seco.
Yuri coloca sua camiseta e vê Ana e Guilherme o esperando em frente ao elevador, ele sorri e vai de encontro a eles, Yuri aperta o botão que chama o elevador e enquanto ele espera ele beija e brinca com Guilherme. Ana apenas observava calada os últimos minutos enquanto ele estava consigo, ela sabia que era aquilo que ela queria. Viver com Yuri e Guilherme, os dois homens de sua vida. Então o elevador chega e eles entram. Yuri olha pra Ana e diz.
—Como vim de carro, nós vamos pra casa do meu pai eu vou no carro dele e quero que tu vai de carro também, assim deixo o carro lá e você me leva ao aeroporto, está bem?
— Esta sim. — Ana estava calada, e sabia que quanto mais o tempo passava mais seu coração estava apertado por causa da ida de Yuri.
Eles chegam no estacionamento e cada um vai para um carro, e assim eles vão direto pra casa do pai de Yuri. Ele coloca o carro na garagem e sobe correndo pra pegar o resto de sua mala, alguns minutos se passam e ele volta, entra e eles saem para o aeroporto. Yuri estava um tanto quanto atrasado, e ambos estavam em silencio. Ana não falava nada, enquanto Yuri estava lendo e tomando café. Eles chegam no aeroporto e Yuri percebe que seu voo iria sair, ele nem deixa Ana sair do carro, olha em seus olhos e diz.
— Olha, estou atrasado, não quero que me veja ir embora, mas… Ana, eu amo você, amo nosso filho e amo “nós” juntos. Eu estou indo porque tenho que ir mesmo, se pudesse eu ficava com você, aqui. Com nosso filho, mas eu preciso, você sabe, não sabe? Assim que chegar eu te mando uma mensagem, me desculpa por ter sido idiota ou por ter te feito chorar, você é tudo pra mim, e eu te quero tanto. Quero construir uma família contigo, Ana. Eu amo você, não diga nada, apenas me espera, por favor. Eu logo volto, euteamo. — Yuri beija delicadamente os lábios de Ana, e olha para Guilherme e continua. — Ei, o pai te ama muito moleque. Cuida bem de sua mãe pra mim, meu filho. Você é a coisa mais importante da minha vida, eu amo muito você, e sua mãe. —Yuri fecha a porta, e vira-se de costas, uma lágrima escorre de seus olhos, ele vai no porta malas e retira sua mochila, não olhando pra trás ele entra no aeroporto e as portas se fecham.
Ana estava totalmente destruída, a partida de Yuri estava realmente destruindo ela. Então ela fica alguns minutos parada somente chorando, até que ela resolve dizer a Yuri tudo que estava preso em sua garganta, todas as coisas que ela queria dizer e não disse, o quanto ela o amava. Ela pega Guilherme do bebe conforto e corre em direção ao embarque. Ela olha para os lados desesperada na esperança de ver Yuri, mas não o acha. Então ela vai até uma das atendentes e pergunta sobre o voo para Londres, a atende olha para o vidro, Ana corre até lá e vê o avião de Yuri subindo, ali ela sabia. Uma parte dela estava morta, e tinha ido embora junto com aquele avião. Ana volta para o carro chorando, coloca Guilherme na cadeira e volta pra sua casa, ela só queria colocar a cabeça no travesseiro e chorar, como nunca havia antes. No caminho pra casa, Ana liga para sua mãe e diz que ela ira deixar Guilherme lá, Ana precisava de um tempo somente para ela, então ela vai direto para a casa de seus pais. Minutos se passam e finalmente Ana chega, seu rosto estava enorme e sua maquiagem toda borrada, perceber que ela havia chorado não era difícil. Sua mãe estava esperando ela no portão, abriu a porta de trás e pegou Guilherme, Ana não disse nada. Voltou a ligar o carro e foi para casa, assim que chegou Ana percebeu que estava sozinha no apartamento, entrou em seu quarto e sentiu que o cheiro de Yuri ainda estava presente ali. Ela olhou pra sua cama, e viu que estava úmida. Ela sorriu e relembrou de todas as vezes que pediu para Yuri não deitar molhado, ela deita em cima de onde Yuri estava, começa a sentir o cheiro dele nos lençóis e percebe que agora, tudo o que ela mais queria, era poder brigar com ele por não ter se enxugado direito. Ela volta a chorar, e adormece agarrada no travesseiro, sentindo o cheiro do homem que era dono realmente, de seu coração.

Capítulo LVIII
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